Com pouco menos de 150 milhões de assinantes, o Netflix é o maior serviço de assinatura do planeta. Mas, como diria Luke Skywalker, até a Estrela da Morte tinha vulnerabilidades. É o que veremos neste artigo publicado no site Digiday e que traduzi e adaptei para este espaço

Você continua apostando na Netflix? Então é bom saber que, ainda este ano, a Disney, a WarnerMedia e a Apple, buscando construir seus próprios negócios de vídeo direto ao consumidor, devem lançar serviços de streaming concorrentes.

Já em pleno embalo, os serviços de streaming da Amazon e do Hulu devem continuar crescendo. Enquanto isso, os custos da Netflix continuam aumentando à medida que a empresa gasta agressivamente mais e mais em conteúdo original – e assume dívidas para financiar esses projetos. E com o crescimento doméstico nos EUA desacelerando, a Netflix começou a aumentar alguns preços em mercados estabelecidos – esperando usar parte dessa receita para financiar os custos de produção.

Tudo isso mostra que, embora a Netflix tenha uma grande vantagem inicial, e os investidores tenham dado à Netflix tenham despejado não um caminhão mais um Boeing de dinheiro para que a empresa possa perseguir suas ambições globais, a empresa não está à salvo grandes desafios.

Já falamos que os clientes terão em breve mais opções de streaming para escolher? Bem, a Netflix disse publicamente que não vê a Disney + ou outros serviços futuros como ameaças. E há quem concorde com isso. “Muitos estão retratando [streaming de vídeo] como um jogo de soma zero, mas há muito espaço”, disse Alan Wolk, co-fundador da TVRev. “A maioria das pessoas se dedica a ter de dois a quatro serviços a qualquer momento, e a Netflix pode facilmente ser uma delas.”

Uma área que a Netflix pode enfrentar pressão está em seu catálogo licenciado de filmes e programas de TV. Espera-se que rivais como a Disney retirem a programação existente da Netflix, o que poderia tornar a Netflix menos essencial para os clientes ao longo do tempo. Relatórios do setor sugerem que a maioria da visualização da Netflix nos EUA está em tarifa licenciada.

Na direção (positiva) contrária, a Netflix conta com o fato de ter 148,9 milhões de assinantes e que as pessoas se acostumaram com o serviço de streaming sendo parte de sua dieta diária de mídia. Ou seja, as pessoas podem se inscrever em mais de um serviço de streaming, mas é bem provável que a Netflix ocupe um desses slots do que os serviços de streaming mais recentes que ainda precisam provar seu valor para os clientes.

Um problema mais complicado é o fato de que a empresa conseguiu que as pessoas se inscrevessem gastando bilhões de dólares todos os anos em conteúdo original e licenciado – e financiando boa parte disso, assumindo dívidas.

A Netflix gastou mais de US $ 13 bilhões em novas ofertas de conteúdo em 2018, de acordo com o balanço da empresa. Portanto, ainda que mostre lucro em seu balanço, a empresa tem que pedir dinheiro emprestado para financiar muitas de suas crescentes despesas com conteúdo. Isso ganha ainda mais importância à medida que a Netflix se concentra mais em suas séries originais, que a empresa reconheceu exigir mais pagamentos adiantados do que distribuir pagamentos de taxas de licenciamento ao longo de vários anos. (E lembre-se, na medida em que as rivais tiram a programação licenciada da Netflix, a empresa terá que gastar mais em originais para substituir parte desse catálogo perdido.)

A pergunta que fazem os executivos de cinema e TV, impressionados mas também frustrados pelos hábitos agressivos da empresa, é se a Netflix pode sustentar seus gastos.

Por enquanto, talvez. Os investidores continuam dispostos a bancar a estratégia da Netflix, porque o crescimento do número assinantes continua superando as estimativas. Os 9,6 milhões de assinantes que a Netflix adicionou no primeiro trimestre de 2019 foram um novo recorde para a empresa.

Mas quando a Netflix frustrar as estimativas dos investidores durante um trimestre – ou der indicações, como fez em seus lucros mais recentes, de que espera um crescimento dos assinantes menor em algumas áreas, o preço das ações da empresa pode ser afetado.

Outra questão é se a Netflix pode continuar aumentando os preços em mercados estabelecidos.

No início deste mês, a Netflix elevou os preços nos EUA em US$ 1 a US$ 2, dependendo do pacote de assinatura. A empresa também instituiu aumentos de preços no Canadá, em alguns países europeus, no Brasil e no México – os seus mercados mais maduros.

De muitas maneiras, isso era inevitável: a Netflix tem sido uma das ofertas mais valiosas em entretenimento, com clientes recebendo milhares de filmes e programas de TV por menos de US$ 10 a US$ 20 por mês. Compare isso com a TV por assinatura, onde os clientes podem pagar regularmente até US$ 100,00 ou mais por mês por centenas de canais, e percebe-se que a Netflix tem praticado um preço inferior ao seu valor real.

A partir de agora, porém, a Netflix deve começar a testar quanto mais os clientes estão dispostos a pagar por seu serviço, especialmente em mercados como os EUA, já saturado e onde o crescimento está desacelerando. Mais de 80% dos novos assinantes da Netflix vêm agora dos mercados internacionais.

A mudança é importante para a Netflix, já que a empresa pode usar ostensivamente novas receitas criadas por preços mais altos para financiar seu enorme orçamento de conteúdo. E, se a Netflix se tornou essencial para uma ampla faixa de clientes em seus mercados mais saturados, então, idealmente, eles deveriam estar dispostos a pagar um dólar extra ou dois por mês por um serviço que ainda tem um preço acessível.

Mas pode haver alguns problemas aqui, já que a Netflix citou seus aumentos de preços como uma grande razão pela qual espera adicionar apenas 5 milhões de assinantes no segundo trimestre – uma meta não bem recebida por Wall Street.

A situação é diferente internacionalmente, onde a Netflix ainda está crescendo substancialmente e testando níveis de preços mais baixos: na Índia, por exemplo, a Netflix está oferecendo assinaturas apenas para celulares por menos de US$ 4 por mês. O crescimento na Índia e em outros mercados internacionais será fundamental para a Netflix, o que poderia compensar a desaceleração ou o declínio do crescimento de assinantes nos EUA. Mas isso também virá com seus próprios custos e um conjunto diferente de concorrência. O serviço de streaming Hotstar na Índia, que agora é propriedade da Disney, tem mais de 300 milhões de usuários ativos mensais.

Por fim, alguns especialistas do setor argumentam que o futuro da Netflix não está em determinar quanto mais pode cobrar aos assinantes, mas se o serviço se torna ainda mais vulnerável pelo fato de ter um apenas fluxo principal de receita: assinaturas. Isso é diferente de seus maiores concorrentes, incluindo a Apple (dispositivos e outros serviços), a Amazon (vendendo tudo para você) e a Disney (que afinal se trata da Disney).

“A Netflix não tem um modelo de negócios como a Amazon ou a Disney, onde outras partes da empresa podem ajudar a subsidiar o serviço de assinatura”, disse Chris Erwin, co-fundador da empresa de entretenimento Doing Work As. “Isso pode ser uma razão para a Netflix investir mais profundamente em produtos de consumo e outras armas de monetização que suportem suas rotas operacionais de conteúdo – o que talvez possa permanecer amplo, mas não necessariamente significa tudo para todos.”

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Polícia acionou a empresa e tudo mais foi feito remotamente
Uma das promessas dos carros conectados é que dirigir pode se tornar mais seguro. A curto prazo, teremos os Audi conectados aos sinais de trânsito (ver nota publicada ontem) e um dispositivo de uma empresa da Samsung que pode projetar mensagens no parabrisas dos carros. Há algumas pessoas, porém, que não estão felizes com esses avanços: os ladrões de carro. Um deles foi encontrado pela polícia de Seattle trancado em um BMW 550i que havia roubado. A proprietária, tão logo descobriu o que ocorrera, chamou a polícia que, por sua vez, acionou a BMW, cujos funcionários desligaram o carro e trancaram suas portas, tudo remotamente. A polícia só teve o trabalho de ir até o local e recolher o meliante. Fonte: MediaPost IoT Daily

Maioria da marcas planeja aumentar verbas de marketing em 2017
Segundo um estudo da Conductor, empresa especializada em suporte a conteúdo e otimização de motores de busca, publicado  na segunda, 12/12, cerca de 70% dos anunciantes nos EUA pretendem investir mais em marketing no próximo ano, com 67% dizendo que o aumento será de até 75%. Em torno de 19% disse que gastará o mesmo e 5% planeja investir menos. Aproximadamente um terço planeja contratar mais profissionais de SEO e conteúdo.E 80% disse que concentrarão esforços em publicidade digital, marketing de conteúdo e SEO. Quanto ao que ocorreu em 2016, cerca de 82% das empresas relataram que introduziram de um a cinco novas tecnologias em suas organizações, 10% entre seis e dez, 7% zero, e 1% entre onze e vinte. Com relação a valores investidos em tecnologia, cerca de 61% dos entrevistados relataram verbas de meios de 100 mil dólares especificamente dedicados a tecnologia de marketing, 8% entre 100 e 150 mil dólares, e 7%, 500 mil dólares ou mais. Fonte: SearchMarketingDaily

Evolução do CRM passa por tecnologias de inteligência artificial

Clint Oram, co-fundador da SugarCRM, não tem saudades do passado. Ele lembra de, quinze anos atrás, discutir o potencial dos sistemas de CRM para prever vendas com aprendizado por máquina. Ideias não faltavam, diz o executivo, mas a tecnologia era o fator limitante: “era realmente difícil e extremamente caro implementar.” O que mudou? Segundo Oram, o advento do Software as a service, do mobile e das mídias sociais. Naquele tempo, os sistemas ficavam nos servidores das empresas e operavam praticamente como substitutos do Excel, com entradas de dados estáticas. Foi então que os CRM baseados na nuvem entraram em cena e abriram a porta para ferramentas modernas capazes de integrar aprendizado por máquia e tecnologias de inteligência artificial. O mais recente movimento envolve os líderes da indústria adquirindo empresas de inteligência de dados e os novos sistemas de CRM agem mais como assistentes digitais do que simples ferramentas de gerenciamento de dados. Fonte: TechTarget
Experiência do consumidor: por que dados são tão importantes 
À medida em que as empresas esforçam-se para adquirir e reter clientes, gerenciar a experiência do consumidor torna-se o elemento mais importante. Essa é a visão de Eric Berridge, CEO e cofundador do Bluewolf Group, uma consultoria de San Francisco. Segundo ele, dados são a moeda mais valiosa dentro de uma organização atualmente — é necessário protegê-las e cuidar delas. Como fazer isso é o componente crítico, pois os consumidores, que até agora estiveram bem abertos em relação a compartilhar seus dados, estão ficando mais espertos sobre o que e como continuarão compartilhando, afirma Berridge. Outra questão é o fato de vivermos na era do Big Data. Para verdadeiramente prever o que vai acontecer com seus consumidores, uma empresa precisa de todos os dados. Não dá para criar premissas baseados em apenas um subsegmento de dados. Ou seja, conclui, estamos cada vez mais dependentes da permissão consumidor. Fonte: SearchCRM
Usuários de TVs conectadas aceitam melhor programações com comerciais
No ano passado, de acordo com a Pivotal Research, cerca de 37 milhões de domicílios nos EUA assistiram programas on-demand com publicidade. O volume foi impulsionado por um número crescente de TVs conectadas, que pulou 65% no mesmo período. Plataformas sem publicidade, como Netflix e Amazon Prime, ainda respondem pela maior parte desse crescimento, mas o fato é que a quantidade de anúncios entregues para TVs conectadas quadruplicou, segundo a Innovid, plataforma que distribui publicidade para apps de TV como Fox Now, Hulu e Crackle. Fonte: The Wall Street Journal

 

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