No futuro, todas as empresas serão empresas de mídia?

Cerca de 30 anos atrás, eu fui convidado para trabalhar na criação de uma agência de marketing direto, disciplina de comunicação totalmente nova para mim. Mais recentemente, em 2007, recebi um convite semelhante: dirigir a criação de uma agência de advertainment, disciplina com a qual também não tinha a menor intimidade. No primeiro caso, me envolvi profundamente com os conceitos de comunicação segmentada, resposta direta, gerenciamento do consumidor, etc. Já no segundo, me senti profundamente desconfortável na função. O problema é que comprei inteiramente os conceitos no primeiro caso e fiquei bem de pé atrás no segundo.

Advertainment é um termo que foi inventado em 1999 pela professora italiana Patrizia Musso para congregar e dar um arcabouço metodológico a atividades praticadas até então de uma forma meramente empírica, como publieditoriais, merchandising e product placement. Na prática, seria uma saída inteligente para o fato de a publicidade buscar atrair a atenção dos consumidores através da interrupção. O problema, portanto, seria o fato dos intervalos comerciais interromperem os programas, os anúncios nas revistas interromperem os artigos, os spots de rádio interromperem as seleções musicais, e assim por diante. E a solução seria a introdução das mensagens comerciais no conteúdo da programação ou transformação do espaço publicitário em conteúdo informativo e relevante, gerando sinergia entre a emoção e a informação, integração das marcas e produtos no ambiente editorial dos veículos de comunicação.

Meu desconforto ocorria, em primeiro lugar, porque eu sempre me sentira confortável com a tal interrupção. Em minha visão, a forma como a mensagem comercial era inserida no contexto da programa, com plim-plim ou similar separando-a do conteúdo de entretenimento ou noticioso e a assinatura da empresa deixando bem claro que era publicidade e que era paga impregnava o modelo de uma ética negocial básica e fundamental. Em segundo lugar, eu nunca obtive dados concretos que comprovassem que o advertainment é mais eficiente do que as disciplinas tradicionais. Leia o artigo completo em A Zona de Desconforto.

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Flashmob de prostitutas alerta para tráfico de mulheres

O Red Light District, na Holanda, região conhecida por ser uma zona de prostituição, foi palco de um flashmob inusitado. Seis mulheres de programa paradas em uma vitrine de um bordel começaram a dançar chamando a atenção do público que passava por lá. No entanto, a performance não se tratava de uma rotina de dança normal, mas sim de um aviso. Leia o restante da matéria e veja o vídeo no Adnews.

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