Essa é muito interesssante: vem do francês “tenez”, imperativo do verbo “tenir”, segurar, no sentido de “segure essa bola, se for capaz”. Porque era assim que os jogadores, nos primórdios do jogo, dirigiam-se ao adversário quando iam sacar. Em francês, claro — noblesse oblige!

A história tem outros pontos curiosos. Por volta do final do século XIX, o militar inglês Walter Clopton Winfield afirmava que havia criado este esporte, ao qual denominou “ sphairistiké “, que era o nome de um antigo jogo grego.

Mas o pessoal não comprou essa versão. Considera-se que Winfield apenas se limitou a fazer uma adaptação de jogos como o “ jeu de paume “, “ squash “ e “ badminton “ para quadras ao ar livre. O infeliz do nome também não pegou e se usou “ tenes “,  “ teney “ e, finalmente, “ tennis “, a partir do já citado “ tenez”.

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Já havia lido alguns relatos sobre o assunto, mas este, do http://www.umacoisaeoutra.com.br, nos pareceu o mais completo. Confiram:

O velhinho de roupa vermelha e barba branca que vemos na véspera do Natal nos centros comerciais de todo o mundo converteu-se em ícone cultural da sociedade de consumo do terceiro milênio. O mito do sorridente personagem que encanta as crianças foi forjado ao longo dos últimos dezessete séculos, baseado na história de um bispo que viveu no século IV. Continue lendo »

Está chegando a sexta e é bom logo ir arrumando um álibi para chegar de madrugada. Quanto à palavra, propriamente dita, sua origem é o advérbio  latino de lugar “alibi”, que significa ‘em outro lugar’, formada por “alius”, outro, e “ibi”, alí. Na justiça penal, o acusado que tem um álibi poderá dizer que no momento em que se cometeu o delito estava em outro lugar. Ou, em relação à sexta, dizer que estava com um amigo.

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Os guerreiros germânicos estabeleciam-se com suas tropas em acampamentos que chamavam “ haribairgo “, palavra formada por “ harjis “, exército, e “ bairgan “, conservar, guardar, ou seja, lugar onde se alberga o exército. O vocábulo germânico converteu-se no alemão antigo em “ heriberga “, que evoluiu para o atual “ Herberge “. Nas línguas européias, “ haribairgo “ derivou para o taliano “ albergo “, o francês “ auberge “, o espanhol “ albergue “ e o português albergue.

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Os romanos usavam o verbo “sequi” com o sentido de seguir, ir atrás, acompanhar, e também perseguir, acossar. Ovidio escreveu “sequi vestigia alicujos” para significar seguir as pegadas de alguém, e “non tibi sequendus eram” com o significado de “eu não deveria ser acompanhado por ti”.

O infinitivo clássico “sequi” alterou-se no latim vulgar para “sequere”, que deu lugar ao francês “suivre”, seguir, enquanto que outras línguas romances mantiveram a forma original, mas acrescentaram as terminações “–ire”, como no italiano “seguire”, ou “–ir”, como o português, espanhol e catalão “seguir”.

A palavra latina se havia formado a partir da raiz indo-européia “sek”, do mesmo significado, e deu lugar a muitos outros vocábulos, tanto em latim quanto em português.

Acrescentando o prefixo “con-” formou-se “consequi”, conseguir, obter, de cujo particípio passivo, “consecutus”, consecutivo, se derivaram “consequentia”, consequência, e “exsequtio”, seguir até o final, rematar, de onde executar e executivo, e também “exequias”, honras fúnebres. Com o prefixo “ob-” formou-se “obsequi”, cumprir o desejo de outra pessoa, que deu lugar a nosso obsequio. O que ocorre depois de um fato, o que o segue como consequência, chama-se sequela, palavra formada já em latim como “sequela”, a partir do verbo “sequi”.

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Você vai se surpreender porque, ao ouvir ou ler esta palavra, costuma-se associá-la a fogo porque se relaciona com a metáfora bem verossímil vinculada à impetuosidade das chamas e referida, geralmente, ao brio sexual. No entanto, o vocábulo nada tem a ver com fogo: chegou até nós do francês * fogueux *, um derivado de * fougue *, ímpeto, brio, que se incorporou, por sua vez, ao idioma de Baudelaire procedente do italiano * foga *, impetuosidade, formada a partir do latim * fuga *, fuga, ação de fugir. Por certo o vocábulo português tem a mesma origem.

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O nome do popular rítmo dos países platenses está registrado em castelhano desde 1837, cunhado pelo etimólogo cubano Esteban Pichardo, e tudo parece indicar que sua origem é africana, nascido em alguma das línguas trazidas pelos escravos para a América. Devemos ter presente, no entanto, que esse primitivo tango pouco tem a ver com a música típica daqueles países, imortalizada pelos uruguaios Carlos Gardel (cantor) e Gerardo Mattos Rodrigues (compositor). Continue lendo »

A palavra do dia:

Esta palavra faz referência a um sistema que busca conciliar os princípios de várias doutrinas, religiões ou filosofias. Entre os gregos, os cretenses tinha fama – merecida ou não – de serem poucos sinceros, pelo que a palavra * kretizein * (portar-se como um cretense) passou a significar portar-se como um impostor. O vocábulo * synkretikós * foi cunhado por Plutarco para designar a fusão de culturas ocorrida em Roma uns três séculos antes de Cristo.
Plutarco lhe aplicou o prefixo * syn * (com) para criar * syncretikós * (o que se alia com um adversário contra um terceiro). Na época moderna, este vocábulo de quase dois milênios de antiguidade foi retomado para designar o movimento encabeçado no século XVII por George Callixtus, que propunha a união das religiões protestantes entre si e com o catolicismo.
Atualmente é empregado no português do Brasil para referir-se à incorporação de elementos das religiões africanas nos ritos católicos, identificando Iemanjá, a deusa africana do mar, com a virgem Maria, ou São Jorge com o santo guerreiro de algumas religiões africanas.

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