Loja virtual que mandou cliente “procurar um macho” comemora sucesso e diz que teve lucro absurdo

Lembram do caso? Em 10 de setembro, um mês atrás, portanto, um blog do Estadão denunciou o tratamento que uma consumidora, por acaso jornalista, havia recebido da loja virtual Visou. Ao fazer uma reclamação no perfil da loja no Facebook por não haver recebido um produto no prazo estipulado, recebeu a seguinte resposta: “Sua vagabundinha de merda. Domingo à noite e você na internet? Não tem um macho pra te comer não? Seu lixo”. Outras clientes disseram que também foram tratadas de maneira truculenta, própria de adolescentes que não gostam de ser contrariados. Bem,a coisa não para por aqui. O blog entrou em contato com os donos da marca, Natasha Souto e Richard Ferrari, para solicitar uma entrevista e recebeu as mensagens que estão ao lado. Em resumo: tratar mal os clientes parece que dá certo. Pelo menos se você visa aquela parcela de público que morre de rir com Danilo Gentili, Rafinha Bastos et caterva. O que você acha? Leia a matéria completa no Curiocidade.

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No futuro, todas as empresas serão empresas de mídia?

Cerca de 30 anos atrás, eu fui convidado para trabalhar na criação de uma agência de marketing direto, disciplina de comunicação totalmente nova para mim. Mais recentemente, em 2007, recebi um convite semelhante: dirigir a criação de uma agência de advertainment, disciplina com a qual também não tinha a menor intimidade. No primeiro caso, me envolvi profundamente com os conceitos de comunicação segmentada, resposta direta, gerenciamento do consumidor, etc. Já no segundo, me senti profundamente desconfortável na função. O problema é que comprei inteiramente os conceitos no primeiro caso e fiquei bem de pé atrás no segundo.

Advertainment é um termo que foi inventado em 1999 pela professora italiana Patrizia Musso para congregar e dar um arcabouço metodológico a atividades praticadas até então de uma forma meramente empírica, como publieditoriais, merchandising e product placement. Na prática, seria uma saída inteligente para o fato de a publicidade buscar atrair a atenção dos consumidores através da interrupção. O problema, portanto, seria o fato dos intervalos comerciais interromperem os programas, os anúncios nas revistas interromperem os artigos, os spots de rádio interromperem as seleções musicais, e assim por diante. E a solução seria a introdução das mensagens comerciais no conteúdo da programação ou transformação do espaço publicitário em conteúdo informativo e relevante, gerando sinergia entre a emoção e a informação, integração das marcas e produtos no ambiente editorial dos veículos de comunicação.

Meu desconforto ocorria, em primeiro lugar, porque eu sempre me sentira confortável com a tal interrupção. Em minha visão, a forma como a mensagem comercial era inserida no contexto da programa, com plim-plim ou similar separando-a do conteúdo de entretenimento ou noticioso e a assinatura da empresa deixando bem claro que era publicidade e que era paga impregnava o modelo de uma ética negocial básica e fundamental. Em segundo lugar, eu nunca obtive dados concretos que comprovassem que o advertainment é mais eficiente do que as disciplinas tradicionais. Leia o artigo completo em A Zona de Desconforto.

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