Lendo a matéria abaixo, publicada pel0 Adnews, fica claro que depende só dos governadores, inclusive os ligados a partidos que acusam o governo federal de ter muita fome de impostos. Vamos ver como fica a coerência.

” O acesso à internet pode ficar ainda mais barato se um imposto for cortado. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou ontem, 29, que negocia com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado pelos estados sobre o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Caso as unidades estaduais concordarem com a proposta de abrir mão do valor, a internet popular pode cair de R$ 35,00 para R$29,00. Continue lendo »

Adnews:

A nona edição do estudo  F/Radar, realizado semestralmente e divulgado nesta segunda-feira, constata que 51% dos brasileiros com mais de 16 anos acessam a internet. O número é apenas 4 pontos maior que o constatado em março de 2008, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou menos. Isto é, o avanço foi tímido.

No mesmo período, a posse de banda larga doméstica saltou de 12% para 31% da população, o que indica melhoria na qualidade da navegação entre aqueles que já se conectavam à rede. O fenômeno, porém, ainda se restringe aos mais ricos. Nas classes AB, 62% têm internet rápida na própria residência, enquanto que na classe C, 22%, e nas classes DE, somente 4%.
Acesse a pesquisa completa no site da F/Nazca: http://virou.gr/pi4DpA ou no canal da agência no slideshare: http://virou.gr/pZovdv

Artigo do Ethevaldo Siqueira para O Estado de S. Paulo, reproduzido no Observatório da Imprensa, traz uma visão menos otimista para a “revolução dos tablets”. Confiram:

Haja banda larga para tantos tablets
As previsões são assustadoras. A explosão da demanda de banda larga poderá levar o mundo a um terrível apagão digital. O iPad apenas puxou a fila e despertou o gosto por esse tipo de produto. Hoje, um ano após seu lançamento, já há no mercado mais de uma centena de modelos de tablets dos diversos fabricantes.

tablet poderá transformar-se na nova paixão de milhões de usuários nos próximos cinco anos. Em 2015, entrarão no mercado mais de 250 milhões desses dispositivos, segundo estudos da Cisco e da consultoria S1 Capital Partners. Para 2020, a previsão é de que o número desses dispositivos – tabletse-readers – esteja próximo de 4 bilhões.

Tráfego crescente

Esse é o desafio que a maioria dos países terá que enfrentar daqui para o futuro, com a difusão acelerada desses produtos – similares ou não ao iPad. Sua utilização maciça aumentará de forma quase incontrolável o acesso a conteúdos de vídeo móvel e, por consequência, da demanda por banda larga.

Esse é o maior risco para governos, reguladores e para as próprias operadoras. Para enfrentá-lo, o mundo terá que fazer investimentos brutais em redes sem fio, de banda larga. Não se trata de apoio ao entretenimento, pois o uso predominante será profissional ou para o comércio eletrônico.

Aliás, o mundo já vive essa explosão do tráfego de dados móveis. O crescimento desse tráfego foi de 159% de 2009 para 2010. A previsão para 2015 é de um aumento do tráfego de comunicação de dados móveis de 26 vezes em relação a 2010.

Haja banda larga.

É muito mais simples do que você imagina. Basta um computador, uma conexão de banda larga, um microfone, uma lista de músicas e, se quiser, uma de podcasts e o software Windows Media Encoder – que é gratuito e pode ser baixado pelo endereço http://www.microsoft.com/windows/windowsmedia/pt/9series/encoder/default.aspx

Aí  é só registrar um domínio – www.radiobanzai.com.br, por exemplo – e começar a sua aventura radiofônica. Praticamente sem custo, mas que terá poucos ouvintes, por razões técnicas. Com a largura da banda que temos em nossas casas, a rádio poderá ser ouvida por três, quatro, talvez cinco internautas simultaneamente. Mais que isso, crash!, cai a conexão.

E as rádios profissionais que estão na web? Existem milhares delas e são ouvidas por dezenas, centenas, até milhares de internautas simultaneamente. Bem, é que elas utilizam os serviços de um servidor de streaming, que pega os “pacotes” enviados pela rádio e coloca-os em bandas com largura na casa dos gigabytes.

Ontem, Celso Likio, diretor da Rádio Banzai, uma radio nativa na web e que faz muito sucesso exatamente por entender esse ambiente onde nasceu, esteve visitando o Laboratório e conversou comigo sobre os segredos e as fórmulas desse sucesso. Espero publicar aqui o vídeo da nossa conversa em breve.