Em 1998, um médico publicou um estudo – desde então, o mundo ficou mais doente

25/01/2019

Imagem relacionadaSpoiler alert: o estudo era completamente falso

Era uma vez um médico chamado Dr. Andrew Wakefield. Há 21 anos, ele publicou na revista científica Lancet um estudo alegando haver encontrado uma conexão entre o autismo e as vacinas.

Depois de anos de controvérsia e de ter feito milhares, talvez milhões, de pais desconfiarem do eficácia das vacinas, sem contar o fato de o Dr. Wakefield haver recebido 674 mil dólares em fees de advogados que acionaram os fabricantes de vacinas, descobriu-se que a coisa toda não passou de uma invenção. The Lancet pediu desculpas publicamente e uma investigação concluiu que o “cientista” havia inventado tudo. Tudo!

Vamos voltar no tempo e acompanhar o desenrolar dessa triste história para todos, inclusive para a ciência como um todo.

1998

Em junho, a Lancet publicou um “paper” assinado pelo Dr. Andrew Wakefield. Um estudo dramático, que apontava uma conexão entre o autismo e vacinas.

Mas o estudo tinha alguns problemas: a) não estava baseado em dados estatísticos; b) não tinha grupo de controle; c) confiava na memória das pessoas; e d) ofereceu conclusões vagas que não eram estatisticamente válidos.

Quando a luz amarela acendeu, outros pesquisadores iniciaram estudos mais sólidos.

1999

Um estudo com 500 crianças nos EUA não encontrou nenhuma ligação entre autismo e vacinas.

2001

Um estudo com 10 mil crianças nos EUA repetiu o resultado do estudo de 1999.

2002

Um estudo dinamarquês com 537 mil crianças chegou ao mesmo resultado dos estudos de 1999 e 2001.

2004

A revista Lancet publicou uma declaração, refutando as “descobertas” do estudo original: “Eles conduziram investigações invasivas nas crianças sem as devidas liberações éticas… selecionaram e elegeram os dados que se encaixavam: ELES FALSIFICARAM OS DADOS.”

2005

Uma revisão de 31 estudos, envolvendo mais de 10 milhões de crianças tampouco encontrou a maldita conexão.

2012

Uma revisão de 27 estudos de coorte (em que o investigador limita-se a observar e analisar a relação existente entre a presença de fatores de riscos ou características e o desenvolvimento de enfermidades, em grupos da população), 17 estudos de casos de controle (onde se comparam doentes com não-doentes), 6 estudos de séries de casos autocontrolados, 5 experimentos em série no tempo, 2 estudos ecológicos e 1 experimento de caso crossover (variante do caso de controle), cobrindo 14.700.000 crianças não encontrou nenhuma ligação, em nenhum caso, de autismo com vacinas.

Fatos: em 1980, houve 2,6 milhões de mortes por sarampo; em 2000 (72% dos bebês vacinados), houve 562.400 mortes; em 2014 (84% dos bebês vacinados), houve 122 mil mortes.

No entanto, a vilificação das vacinas continua, com efeitos deletérios.

Saiba mais em https://www.healthcare-management-degree.net/autism-vaccines/

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