No varejo atual, a ameaça competitiva não vem apenas dos outros varejistas

05/01/2017

Resultado de imagem para lou & grey truckNas proximidades da nova loja da Lou & Grey, que fica no Flatiron District, coração de Manhattan, Nova York, você encontra um caminhão que pretzels grátis, chocolate quente e outros quitutes. Se você tirar uma foto do que ganhou e postá-la, com a  tag Lou & Grey, em sua conta do Instagram, recebe um desconto ao fazer compras na loja.

Mas não tem a ver apenas com descontos, trata-se de estimular uma mudança de atitudes do consumidor. Segundo Andria Cheng, do site eMarketer, os varejistas estão procurando descobrir  maneiras de manter a atenção dos consumidores, pois eles estão gastando seu dinheiro cada vez mais em experiências – e muitas vezes, em seguida, compartilhando-as via mídias sociais.

Uma pesquisa da Nacional Retail Federation (NRF), com quase 7.000 consumidores, realizada no início de dezembro pela Prosper Insights & Analytics, descobriu que quase 40% dos consumidores disseram que gostariam de receber uma experiência como presente, como ingressos para um evento esportivo ou até a anuidade em uma academiade ginástica . O percentual foi maior entre os jovens de 18 a 24 anos, com 57%, seguido por quase 50% entre aqueles de 25 a 34 anos e 44,3% entre os de 35 a 44 anos. Mesmo entre as faixas etárias acima de 65 anos, aproximadamente 20% disseram apreciar um presente da experiência.

“É uma das pressões que os varejistas enfrentam”, disse Greg Portell, da consultoria A.T. Kearney. “Eles estão começando a reagir a isso, criando um ambiente muito mais baseado em experiência.”

Assim, por exemplo, enquanto os varejistas de vestuários para atividades ao ar livre, no passado, enfatizavam a sensação térmica de um casaco ou outras características técnicas, o discurso de venda atual volta-se para como os produtos podem aprofundar a experiência ao ar livre dos consumidores, comentou Portell.

“Os varejistas não podem criar essa experiência para você”, disse ele. “Mas podem fazer você entender como o produto melhora a experiência que você tem.”

O market share de experiências e produtos relacionados com a experiência, como artigos esportivos, subiu para 28% e 17%, respectivamente, do total de US$ 4,3 trilhões no consumo discricionário dos consumidores em 2015, ante 22% e 14% de US$ 1,1 trilhão em 1985, de acordo com o estudo “Consumers @ 250” da A.T. Kearney, que será lançado ainda este ano.

“Há uma série de forças criando ventos favoráveis para o varejo”, disse Ken Perkins, presidente da Retail Metrics. “Quando [os millennials] vão às compras, eles estão procurando experiências que podem ser postadas nas mídias sociais.”

A demanda por experiências atravessa todas as gerações. “O consumidor mais velho também está procurando essas experiências”, disse Portell.

Fonte: eMarketer

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