O futuro será parecido com Star Trek ou com Harry Potter?

29/12/2016

startrekxharrypotter.pngEm um artigo recente, publicado na Forbes, Gavin Miller, vice-presidente da Adobe Research, lembrou que foi Arthur C. Clarke, autor entre outros clássicos de ficção cientifica de 2001, quem escreveu: “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia”. E o fato é que, à medida em que a tecnologia avança, o que já foi considerado “fantasia” começa a se materializar no mundo em volta de nós.

Nos filmes, essa fusão já é “real” – em Star Trek, as pessoas são teleportadas, em Harry Potter, desaparatadas, mas, “concretamente”, elas simplesmente somem em um lugar e aparecem em outro.

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E o fato, ressaltou Miller, é que, de muitas maneiras, já vivemos hoje em um futuro que havia sido previsto na ficção científica de ontem: dispositivos interativos e ativados por toque conectados a um mundo quase infinito de informações.

Essas máquinas podem produzir experiências de uma riqueza e uma complexidade cada vez maiores. Mas exatamente essa complexidade também causa descontentamento – há uma justa preocupação dos pais ao ver seus filhos grudados nas telas em vez de viverem no mundo real, e uma preocupação mais geral com o fato desses dispositivos estarem sendo alimentados por um volume cada vez maior de aplicativos e funcionalidades, tornando-os cada vez mais difícil de dominar. Miller chamou isso de “Star Trek world”, um mundo de poderosas maquininhas interativas com telas brilhantes e acionadas por toques de dedos.

Mas Miller foi um pouco mais longe e apostou que estamos no limiar de um momento mais mágico, o “futuro Harry Potter”, no qual os objetos do nosso dia a dia ganharão vida, inclusive os retratos, nos quais as pessoas retratadas acenarão para nós, e livros interativos se escreverão sozinhos. Em vez de precisarmos buscar as informações no Google, escarafunchando documentos, assistentes virtuais inteligentes se materializarão e nos ajudarão nas tarefas diárias.

Embora algumas dessas coisas precisem esperar que a ciência dê alguns passos importantes (em alguns casos, até improváveis no curto prazo), outras poderão ser experimentadas em breve com o emprego de um novo meio que combina realidade virtual, realidade aumentada e inteligência artificial.

A visão de Miller e de seu time na Adobe Research envolve uma mescla entre o mundo digital e o mundo físico para criar algo realmente novo. E a palavra criação não está sendo usada de forma aleatória. Ele acredita que os dispositivos e os ecossistemas serão desenvolvidos por tecnólogos – uma tarefa que vai ficando cada vez mais fácil, graças à acessibilidade, inclusive em termos de custos, das tecnologias necessárias – mas terão que ser imaginadas por criadores de conteúdo e artistas. Ou melhor, que já estão sendo imaginadas, como podemos ver pela lista de coisas que Miller e equipe estão pensando…

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