Revolução digital leva a Macy’s a fechar 100 lojas

12/08/2016

Empresa prepara-se para enfrentar um cenário que muda cada vez mais rapidamente

A rede de lojas de departamentos Macy’s informou nesta quinta, 11/8, que planeja fechar 100 lojas uma decisão dramática que tem por objetivo ajudar a empresa a superar um problema potencialmente terrível: a America, dizem seus executivos, tem lojas demais para a era das compras online. A Macy’s já vem fechando lojas que vendem abaixo das expectativas, mas geralmente isso ocorre após a temporada do final de ano. Fechar 15% das suas lojas em pleno verão nos EUA é um claro sinal de que a rede pretende agir mais agressivamente do que seus concorrentes na corrida para se adaptar a um ambiente de compras que está em constante mutação. Segundo analistas, a Macy’s tem muitas razões para essa escalada: muitas das suas lojas estão localizadas em pequenos malls regionais, cujo tráfego foi especialmente atingido pelo crescimento do ecommerce. Além disso, a categoria de lojas de departamentos vem sofrendo como um todo, à medida que os compradores voltam-se cada vez mais para varejistas de desconto, como T.J. Maxx e redes “fast-fashion” como H&M. Esses fatores, somados a uma queda nas compras de turistas internacionais e um tempo cada vez mais imprevisível, fez com que a Macy’s venha atravessando dificuldades já há um ano. Na quinta, a empresa relatou uma queda de 2,6% nas vendas em comparação com o trimestre anterior, um desempenho fraco embora melhor do que o declínio de 6,1% em relação ao ano anterior. A receita do varejista foi de US$5,87 bilhões, 3.9% abaixo do mesmo período no ano anterior. Fonte: The Washington Post

Pesquisa: maioria dos varejistas dos EUA oferecem cupons e pagamentos móveis

A principal porta usada pelos varejistas dos EUA para entrar no mobile é cupons, de acordo com uma pesquisa de abril de 2016 da PointSource. Quase 60% dos pesquisados, profissionais de marketing e TI, disseram que suas empresas usaram cupons móveis. 51% oferecem pagamentos móveis. 40% tem um app de fidelidade. Apenas 3% disse não usar nenhuma dessas táticas, ou seja, praticamente todos os varejistas estão usando mobile. Mas eles também relataram problemas quando se trata de implementar mobile estrategicamente. Mais de 50% disse que a integração do mobile com o marketing geral de suas empresas é o maior desafio. 40% citou a integração entre marketing e TI como o maior obstáculo. E 24% apontou para a falta de recursos internos como um problema para executar uma estratégia mobile bem sucedida. Fonte: eMarketer

Alibaba informa crescimento recorde — e receita móvel supera a de desktops pela primeira vez

O Alibaba apresentou uma crescimento recorde no segundo trimestre de 2016, com uma receita de US$4,8 bilhões, 59% superior ao mesmo período do ano passado e o maior crescimento desde que o gigante chinês do ecommerce abriu seu capital (setembro de 2014) no maior IPO da história das bolsas americanas. Falou-se em uma desaceleração econômica da China, mas isso não parece impactar os negócios do Alibaba no solo pátrio. Seus marketplaces venderam lá US$3,5 bilhões, total 49% superior ao mesmo período do ano anterior. Desse valor, 75% veio de dispositivos móveis, US$2,6 bilhões — 119% mais que no ano anterior. A receita móvel nos marketplaces superou a que veio de desktops já no ano passado, mas agora escalou para todo o negócio da empresa. A velocidade dessa mudança surpreendeu até mesmo os executivos do Alibaba. Fonte: TechCrunch

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