A semana que passou: SXSW aponta caminhos para a indústria de tecnologia

20/03/2016

O SXSW Interactive Festival, em sua 23a. edição, voltou a ser realizado em Austin, Texas. Definido como uma incubadora para tecnologias disruptoras e criatividade digital, o evento atraiu como sempre milhares de participantes, pessoas inteligentes, criativas e apaixonadas, que foram discutir as mais recentes inovações em tecnologia, mídia e design.

O mais conhecido desses participantes foi o presidente americano, Barack Obama. Segundo Brian Reich, editor do TechCrunch, ele foi ao SXSW para divulgar a necessidade de consciência cívica. E também em busca de se conectar com pessoas que estão moldando o ambiente digital, e que melhor entendem como influenciar comportamentos e gerar ações. Ele convocou-os para colocar suas qualificações para trabalhar, ajudando a desenvolver formas de fazer com que mais pessoas se engagem de maneiras significativas, e explicando que “não podemos resolver os problemas no governo e não podemos resolver os problemas que enfrentamos coletivamente como uma sociedade a menos que nós, as pessoas, estejamos prestando atenção”.

Há muitas oportunidades e muitos obstáculos, comentou Reich. O importante é que “nós podemos reimaginar totalmente nossa abordagem de solução de problemas complexos e mudar a maneira que pensamos sobre como usar a tecnologia para melhorar o mundo”. As ferramentas e o expertise estão aí, enfatizou ele. Só temos que colocá-los em ação de uma maneira nova.

Eis algumas coisas para pensar:

1. Trabalho em equipe transforma o sonho em realidade. Se esperamos lidar com os enormes desafios à nossa frente, precisamos melhorar nossa capacidade de congregar os diferentes stakeholders necessários. É verdade que já dispomos de plataformas e ferramentas que estimulam o compartilhamento de informação e facilitam a ação coletiva. É uma questão, portanto, de aprender a colaborar verdadeiramente

2. É hora de conectar os pontos. Atualmente, cada iniciativa — como resolver o problema dos refugiados, por exemplo — tem centenas (às vezes, milhares) de projetos que lideram com diferentes partes da questão. Não há um mapa do ecossistema nem ninguém que se voluntarie para organizar o caos e gerenciar parceria potenciais. Em vez disso, eles competem por recursos limitados, voltados muitas vezes para prioridades menores e geralmente engarrafando o sistema. Podemos trabalhar melhor se conseguirmos “ligar os pontos”, eliminando ineficiências e garantindo que haja progresso.

3. Não renventar a roda. Não precisamos inventar toda uma nova forma de fazer as coisas, precisamo simplesmente fazer um trabalho melhor, aplicando o que já sabemos em relação a cada relevante conjunto de problemas.

 

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