Apple vs. FBI: nessa briga, sua privacidade pode sair perdendo

20/02/2016

Apple CEO Tim Cook uses an iPhone to take a picture of customers waiting in front of an Apple store to purchase the new iPhones on Sept. 20, 2013 in Palo Alto, CA. [AFP]

Tim Cook, CEO da Apple, usa seu iPhone para fotografar fila de consumidores em Palo Alto, CA

Você deve ter ouvido falar desse imbróglio, mas talvez não saiba de todas as implicações que ele pode acarretar para nossa vida.

A coisa toda começou em dezembro passado, quando um americano descendente de paquistaneses, Syed Farook, e sua esposa, paquistanesa, Tashfeen Malik, mataram 14 pessoas e feriram gravemente outras 22 em um ataque terrorista ao Inland Regional Center de San Bernardino, Califórnia.

O casal foi perseguido e morto pela polícia, que também confiscou todos os seus aparelhos eletrônicos para descobrir mais sobre eles. Em vão: os dois haviam destruídos seus celulares e removido o disco rígido dos seus laptops. O único dispositivo que a polícia conseguiu colocar a mão foi um iPhone 5c – que estava no carro quando eles foram mortos.

As autoridades pediram à Apple que as ajudasse a examinar o conteúdo do celular, mas a empresa recusou-se. O FBI então conseguiu uma ordem judicial obrigando-a a obedecer, mas a Apple anunciou que vai lutar contra essa ordem.

Os federais acusam a empresa de atrapalhar uma investigação de terrorismo ao priorizar sua “estratégia de marketing”. Mas a questão é um pouco mais complexa.

É verdade que se trata de uma questão de posicionamento: a Apple passou os últimos anos fortalecendo sua imagem como “The Privacy Company”, a empresa da privacidade. Mas há uma consequência mais ampla – e firmemente negativa – para todos os usuários de telefonia. O pedido do FBI é bem específico: quer acesso aos dados do telefone do Farook. Mas abre um enorme precedente legal: nada impede, afirmam alguns especialistas, que as autoridades utilizem o fato de ter havido essa permissão para quebrar a privacidade de qualquer telefone, de qualquer usuário.

Vamos acompanhar os desdobramentos do caso e, na medida do possível, atualizar quem estiver interessado.

Fonte: The Guardian

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