O legado gerencial de Steve Jobs e o segredo ártico da Exxon

11/10/2015

O legado gerencial de Steve JobsNa semana passada, completou-se quatro anos que o visionário criador da Apple morreu. Mas ele parece estar mais vivo a cada dia. Um novo filme sobre sua vida, o terceiro nesse curto período, foi lançado. E um artigo no site Venture Beat aproveitou uma troca de cartas entre a SEC (Securities and Equities Commission), o órgão que regula o mercado acionário nos Estados Unidos (similar à nossa CVM) e a Apple para lançar luz sobre uma coisa do Jobs que é talvez menos discutida do que merece: o legado de sua visão sobre a maneira como a empresa deveria ser administrada.

A oportunidade é particularmente bem-vinda porque a Apple costuma descrever-se com expressões do tipo “Focus on the customer”, “Making the best, not the most”, e assim por diante. Tudo muito nobre, mas também muito vago. Afinal, como é que esses ideais que tornaram a Apple a empresa mais valiosa do mundo são implementadas?[

A troca de cartas com a SEC deveu-se ao fato de que a Apple anunciou mudanças na forma como estava relatando seus ganhos em 2014 e o papel do organismo regulador é exatamente o de buscar esclarecer coisas como essas em benefício dos investidores. Não se tratou, portanto, de uma investigação, nem havia acusações na mesa. Em geral, nesses casos, a empresa inquirida oferece as explicações solicitadas, providencia as ações que eventualmente forem pedidas, e vida que segue.

No caso da Apple, a SEC disse que estava satisfeita e não solicitou nenhuma ação adicional. Apenas, publicou as cartas, como é de praxe. Mas isso permitiu uma visão privilegiada da maneira como a Apple funciona. E o que vem à tona é que ela continua a ser uma empresa altamente concentrada.

O maior exemplo disso é a resposta ao pedido da SEC para a Apple enviar uma lista de todos os “Chief Operating Decision Makers”, CODMs. São as pessoas com autoridade sobre gastos, orçamentos, produtos, estratégias, etc., em relação aos produtos e/ou regiões e/ou unidades. Popularmente, o “cara do iPhone”, o “cara da China”, o “cara da Apple Music”…

Mas não há esses “caras” na Apple. Continue lendo

25 anos atrás, a Exxon já sabia sobre o derretimento do Ártico. Sabe o que fez?

 

Passou todo esse tempo procurando formas de esconder isso. Em resumo, é o que conta um longo e extremamente bem fundamentado artigo escrito por Sara Jerving, Katie Jennings, Masako Melissa Hirsch e Susanne Rust (com a contribuição de Amy Lieberman e Elah Feder), e publicado pelo Los Angeles Times. Continue lendo

 

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