Estaria a Teoria da Disrupção completamente errada? E outras questões

09/10/2015

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Prof. Clayton Christensen, o autor da teoria (imagem: Boston Globe)

Estudo analisou os casos usados para comprovar a teoria e descobriu que em apenas 9% dos casos ela se encaixa perfeitamente aos fatos

A teoria da inovação disruptiva foi apresentada em 1997 pelo professor Clayton Christensen, da Harvard Business School. E não demorou muito para conquistar os corações de acadêmicos e executivos dos EUA e de todo o mundo. Afinal, o que seria mais atraente do que a ideia de inovadores com soluções baratas para um problema complicado conseguir desbancar rivais maiores e mais estabelecidos? Como resultado, virou uma espécie de “pedra filosofal” do mundos dos negócios, apresentando respostas a tudo, de tornar os sistemas de saúde mais eficientes a reduzir a pobreza. Mas eis que um estudo recente, publicado no MIT Sloan Management Review sugere que a vasta maioria dos casos que Christensen cita como apoio para sua teoria não se encaixam exatamente no modelo. “Nós comprovamos que a teoria não é muito explanatória, não é muito preditiva e só pode ser aplicada de forma estrita”, disse Andrew King, professor da Dartmouth Tuck School of Business que co-autorou o estudo. Em seu livro The Innovator’s Dilemma, Christensen teorizou que as empresas falham porque subestimam seus competidores menos ameaçadores. Seus executivos concentram-se em produtos complexos e caros, destinados ao consumidor de mais alta renda. Isso cria uma oportunidade para empresas novatas com produtos ou serviços mais baratos que entram no mercado via consumidores de menor renda. As empresas estabelecidas falhariam em reconhecer esse novos concorrentes e seriam no final destronadas por eles. Mas isso não foi o que de fato ocorreu em muitas das empresas que Christensen usou para demonstrar a teoria, diz o novo estudo. No The Innovator’s Dilemma e em sua sequência, The Innovator’s Solution, Christensen cita 77 exemplos de desafios a corporações como Xerox, IBM e Harley-Davidson. Os pesquisadores descobriram que em apenas sete dos casos – 9% – a teoria se encaixa  exatamente. O autor da teoria da disrupção, Clayton Christensen não quis comentar o artigo do MIT Sloan Management. Fonte: Bloomberg

Pesquisa: marketing de conteúdo é valioso para empresas B2B que documentam suas estratégias

O marketing de conteúdo tem desempenhado um papel significativo para empresas que atuam no mercado B2B, mas algumas ainda lutam para entender o que faz um programa ser efetivo e bem sucedido. Para tentar responder a isso, em agosto de 2015, o Content Marketing Institute (CMI) e a MarketigProfs, com o patrocínio da Brightcove, fizeram uma pesquisa e descobriram que 88% das empresas no mercado B2B usam essa estratégia. A pesquisa também descobriu que, embora um terço dessas empresas tenham dito que o uso do marketing de conteúdo tem se mostrado efetivo, 36% pensa o contrário. E essa falta de efetividade pode ser devido ao fato de não haver documentação da estratégia, Quase metade dos respondentes disseram ter uma estratégia de marketing de conteúdo mas que não a documentavam, e 20% ou não tinham a estratégia documentada ou não estavam certos disso. De qualquer forma, 76% das empresas ouvidas disseram que planejam produzir mais conteúdo em 2016, comparado com 2015, demonstrando que embora possa estar faltando clareza em torno do tema elas estão cientes do seu valor e continuam a usar a estratégia, por considerá-la a mais importante tecnologia do momento e acreditarem que continuará assim nos próximos 12 a 18 meses. A pesquisa deixou claro, porém, que a documentar a estratégia a tornará ainda mais efetiva.  Fonte: eMarketer

DMA &THEN: Vistar Media ganhou a HOT ZONE, competição das startups mais inovadoras em Marketing Diálogo

Quem são as novas empresas de tecnologia para marketing e publicidade que estão rompendo fronteiras e levando adiante o marketing orientado a dados? A pergunta foi respondida na terça, 6/10, durante a competição HOT ZONE, na conferência da DMA. As cinco startups finalistas fizeram apresentações em uma sessão tipo “shark tank”, para uma audiência de pé e os cinco jurados  da competição: Jan Kestle (Environics Analytics), Kunal Merchant (Facebook), Harry Chiu (MediaMath), Dennis Dayman (Returno Path) e Liam Doyle (Salesforce). A vencedora, que levou para o escritório um prêmio de US$ 25 mil, foi a Vistar Media (www.vistarmedia.com), uma empresa de mídia geolocalizada com uma solução “cross-screen” que aborda o consumidor via mobile e mídia exterior digital, analisando sua jornada e oferecendo às empresas oportunidades de atingi-lo em horas e locais adequados. Em segundo lugar, com um prêmio de US$ 10 mil, ficou a Sticky (www.sticky.ad), plataforma de engajamento visual que usa rastreamento do olhar através de webcam para mensurar as áreas na quais as pessoas mais prestam atenção a mensagens e conteúdos. E o terceiro prêmio, US$ 5 mil, foi para a Tracklf (business.tracklf.com), uma plataforma inteligente de alertas que capacita as marcas a levar informação que os consumidores querem. Fonte: The-DMA.org

 

Leia a cobertura completa do DMA &THEN no Portal Abemd

 

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