A semana que passou: a Amazon é uma máquina de triturar pessoas? E outras questões

23/08/2015

Jeff Bezos, fundador da Amazon

A Amazon foi fundada em 5 de julho de 1994. Percebeu? Não havia ainda uma Internet propriamente dita. Em outubro daquele ano, na DMA de San Francisco, ouvi ninguém menos do que Nicholas Negroponte, um dos primeiros pensadores do universo digital (e um otimista!), dizer que levaria pelo menos cinco anos para a Internet passar a ser usada comercialmente. Ele, provavelmente, não sabia que Jeff Bezos tinha mudado de Nova York para Seattle e estava fermentando o nascimento daquela que é ainda hoje a maior operação de varejo eletrônico do mundo (embora até hoje, vinte anos depois, ainda não tenha conseguido se tornar lucrativa).

O website foi lançado em julho de 1995 e o fato é que a Amazon tem sido, sem dúvida, uma referência nos últimos vinte anos. Praticamente tudo o que a empresa faz – e como faz – é motivo de interesse para os outros homens de negócio e também para os acadêmicos. Não é de admirar, portanto, que um artigo publicado no início da semana no The New York Times tenha deflagrado tremores acima dos 9 graus na Escala Richter.

Os autores, Jodi Kantor e David Streitfeld, descrevem a empresa como um “bruising workplace”, ou seja, um ambiente de trabalho que machuca. Eles ouviram 100 atuais e ex-funcionários da Amazon e mostram uma empresa que aparentemente “rejeita a maior parte do receituário de administração que outras corporações ao menos dizem usar e em vez disso desenhou o que muitos funcionários chamama de intrincada máquina propulsora para fazê-los atingir as ambições de expansão permanente de Mr. Bezos”. Alguns relatos são realmente assustadores.

Preocupante também (principalmente para quem teve seu nome envolvido) foi o vazamento de dados do Ashley Madison, website criado para facilitar a vida de pessoas casadas interessadas em casos amorosos. Apesar da empresa  por trás do site, Avid Life Media, ter garantido que as informações sobre cartões de crédito não foram roubadas, a notícia deixou adúlteros de todo o mundo com o cabelo em pé. O site Gizmodo aproveitou a deixa para dizer que “isso é só o começo”: vazamentos cada vez mais graves estão vindo por aí. Vale a pena ficar atento. (Dois detalhes curiosos: São Paulo é a cidade com maior número de inscritos no site – 374.542 – e você pode acessar o site https://ashley.cynic.al/ para saber se o email está lá – há a possibilidade de alguém tê-lo usado, sem seu consentimento, pois o AM não exige comprovação.)

Na esfera das mídias sociais, a grande novidade é o Blab.im. Uma espécie de Google Hangouts com funções similares às do Periscope, o Blab.im tem um client para iPhone e é totalmente funcional em desktops, permitindo até quatro fluxos de vídeo ao mesmo tempo com um clique. É fácil de usar e está sendo adotado rapidamente por profissionais de mídias sociais. Eis a gravação de uma sessão do Blab.

O Twitter também tem novidades. O microblogging revelou expansões significativas em sua plataforma de publicidade, “incluindo um novo nome que reflete a evolução do produto: Twitter Audience Platform – uma maneira simples e efetiva para os anunciantes atingirem até 700 milhões de pessoas”.

Fontes: The New York Times, TechCrunch, Gizmodo, Social Media Examiner, Blab.im, Twitter/Blog

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