O que Steven Spielberg pode nos contar sobre storytelling

26/07/2014

Adaptação de artigo de Adam Weinroth, CMO da OneSpot, agência especializada em content marketing (www.onespot.com)

Steven-Spielberg-and-John-Williams

Steven Spielberg, trabalhando com John Williams

Contar histórias é uma arte que requer sutileza, integridade e um toque de humildade, e não há, possivelmente, maior contador de histórias do que o cineasta Steven Spielberg.

Com mais de 30 filmes, sete indicações ao Oscar (tendo levado para três estatuetas), Spielberg tem a incrível capacidade de encontrar um equilíbrio em ser prolífico, técnico, sentimental, mas acima de tudo atual. Como profissionais de marketing, podemos aprender muito com o seu sucesso ao longo dos últimos 30 anos.

Aqui estão seis lições que podemos usar para contar histórias que permitam às marcas com que trabalhamos criar uma conexão emocional, e fundamental para atingir seus objetivos de marketing, com seus públicos.

Trabalhe com os colaboradores certos

Spielberg tem a propensão de trabalhar com pessoas por longos períodos de tempo, incluindo o editor do filme Michael Kahn, o compositor John Williams e o diretor de fotografia Janusz Kamiński. Cada profissional traz seu talento para a mesa, Williams acrescentando partituras emocionais, épicas, Kahn esculpindo a história perfeita e Kamiński emprestando um olhar sonhador, etéreo. Spielberg sabe que seu trabalho é apenas tão bom quanto o de seus parceiros e promoveu relacionamentos duradouros para obter os melhores resultados. Pense em ‘Os Caçadores da Arca Perdida’ e eu aposto 100 dólares como você acabou de ouvir o tema principal em sua cabeça. Este é o nível ótimo do storytelling.

Dê um tom próximo, pessoal

ETEm ‘ET’, Spielberg usoue ângulos baixos, não apenas para imbuir o mesmo sentimento de admiração que Elliott sentia como para dar aos espectadores adultos a sensação de que eles eram crianças novamente. O efeito é decididamente sentimental, mas eficaz. Ao elaborar histórias para uma marca, temos a oportunidade de usar “truques” semelhantes para melhor nos conectarmos com o público e parceiros. Em “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, Spielberg chegou a usar um homem em uma roupa de gorila fora da câmera para surpreender o ator mirim e obter a resposta desejada. Seja brincalhão, e não se acanhe de usar efeitos emocionais.

Reinvente os clássicos

Você quer saber uma das razões pelas quais ‘Tubarão’ e ‘Inteligência Artificial” são tão memoráveis? Esses filmes são reinterpretações modernas de ‘Moby Dick’ e ‘Pinóquio’, respectivamente. Spielberg é um mestre na arte de pegar alegorias do passado e reinventá-las com seu toque pessoal. Profissionais de marketing de conteúdo, tomem nota: nem sempre vocês têm que começar do zero. Encontrem inspirações para suas histórias sobre da marca e partam daí.

Divirta-se no processo

Jaws1Spielberg disse uma vez: “Eu amo edição. É uma das minhas partes favoritas no [processo do] cinema “, mas como algo tão solitário e trabalhoso traz tal satisfação? Porque é o culminar de um trabalho duro e uma visão. Se a sua empresa não tem uma estratégia clara ou os recursos para criar conteúdo personalizado, não se preocupe. Descobrir a sua abordagem e as histórias que têm para contar são tão importantes quanto os elogios da imprensa e os comentários de seus seguidores. Aproveite o processo de marketing de conteúdo, dando um passo de cada vez e não se apresse com os detalhes.

Primeiro a história, depois a técnica

Dê um passo para trás por um segundo e pense na cena de ‘Os Bons Companheiros’ quando Scorsese faz um longo movimento de câmera no bar, que apresenta todos os gangsters. É lindo, mas a proeza mostra claramente sua técnica de uma forma vistosa, autocongratularória. Spielberg é capaz de fazer o mesmo, mas o efeito é decididamente mais sutil, e sempre em favor da narrativa real. Ao elaborar uma história da marca eficaz, não busque os aplausos; sempre retorne a um momento que é real e gera um relacionamento.

Aprenda com seus erros

Nos anos 90, Spielberg esteve ligado a uma série de projetos um tanto questionáveis, variando de crédito como produtor executivo em “Os Flinstones” à direção de ‘Gancho’ e o segundo filme da franquia ‘Jurassic Park’. Mas o que veio depois? ‘O Resgate do Soldado Ryan”. Ainda que a sua empresa tenha escorregado feio (ou até mesmo enfrentado um pesadelo de relações públicas), nunca é tarde demais para um retorno estelar.

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