Pare de falar com seus consumidores, e outras questões

20/01/2014

Pare de falar com seus consumidores

Macy's Chief Executive Officer Terry Lundgren

Terry Lundgren, CEO da Macy’s. Veja o que ele e outros altos executivos do varejo americano pensam sobre 2014

De acordo com Christian McMahan, managing partner do SmartFish Group, devemos prestar mais atenção a algumas das estatísticas de consumo de hoje. Noventa por cento dos consumidores atualmente confiam na recomendação dos colegas, mas apenas 14% confiam em anúncios. O jogo para as empresas mudou. As mídias sociais e os sites de recomendação mudaram permanentemente a conversa. Não se trata mais de falar diretamente para os consumidores – hoje, a questão é entregar-lhes o conteúdo sobre a sua marca e oferecer condições que permitam a eles espalhar esse conteúdo de uma forma significativa e positiva. Nessa direção, ninguém está trabalhando melhor hoje do que a Red Bull. A empresa construiu um enorme conhecimento da marca e engajamento, e tudo isso tem muito pouco a ver com comerciais de 30 segundos na TV. Ela tem concentrado seus recursos na criação de conteúdo que seus consumidores digerem em seus próprios termos. A Red Bull tem agora mais de 42 milhões de seguidores no Facebook, o que dá à empresa uma plateia do tamanho de quase um Super Bowl cada vez que ela envia conteúdo. Isso também permite flexibilidade em relação ao próprio conteúdo. Pode ser um clip de 10 segundos de um salto de bicicleta ou um vídeo com várias horas de um cara saltando de paraquedas no espaço. A empresa está executando perfeitamente no seu branding a versão atualizada da expressão “Se você construir, eles virão”… Fonte: DMNews (via Portal Abemd)

Roubo de dados do Target Card pode afetar outros programas de fidelidade

Pouco antes do Natal passado, Target, a gigante do varejo americano, informou que houve uma invasão dos seus servidores e roubados os dados de 70 milhões de seus cartões de crédito e débito. Gregg Steinhafel, chairman e CEO da Target, disse à CNBC que a empresa foi atingida com malware em seus terminais de ponto-de-venda, mas que ainda está investigando para descobrir se outras áreas foram atingidas. Em uma entrevista para a rede de TV, o especialista em segurança cibernética Rodney Joffe especulou que os hackers podem ter iniciado a violação em um banco de dados de marketing, com base na natureza da informação que foi tirada. Ao pegar as informações pessoais dos clientes, os ladrões atingiram o coração da estratégia promocional da Target, disse o consultor de varejo Howard Davidowitz. E isso pode se refletir em outros programas de fidelidade, porque a estratégia de crescimento das redes de varejo apoiam-se cada vez mais na participação em seus programas para aprender mais sobre suas bases de consumidores e gerar vendas a partir disso. “Os varejistas estão certamente preocupados”, disse Joe Easley, diretor sênior de desenvolvimento de negócios e estratégia de produto da Kobie Marketing. “Olhe o que aconteceu com a TJX anos atrás. Impactou a todos”, disse ele, referindo-se a uma extensa violação de dados envolvendo as lojas T.J.Maxx em 2007. Fonte: CNBC News/Business (via Portal Abemd)

CEOs de grandes redes de varejo dizem o que esperam de 2014

Resumindo, eles vão focar em tecnologia para tornar-se cada vez mais personalizados e próximos dos consumidores, incluindo mineração de “big data” para melhorar as percepções dos consumidores e investir pesadamente em reformas que instilem vida nova em suas lojas. Barbara Thau, jornalista especializada em varejo, ouviu os CEOs da rede Macy’s, J.C. Penney, Bloomingdale’s e Ethan Allen, assim como o novo presidente da Saks Fifth Avenue, durante uma recepção oferecida pela consultoria de investimentos Financo, realizada no Harmonie Club, de Nova York. Referindo à MyMacy’s, uma estrutura organizacional  lançada em 2008 para oferecer mercadoria sob medida para as necessidades dos mercados locais, Terry Lundgren, CEO da Macy’s, declarou que “fomos os primeiros a trazer o tipo de estoque de lojas locais para uma empresa de grande escala. Agora nós estamos levando MyMacy’s para o consumidor, oferecendo experiências individuais para o ele”. Lundgren citou a tecnologia de compras do aplicativo Shopkick como uma forma que a Macy’s atende desejos e necessidades específicas dos compradores. Mike Ullman, CEO da JCPenney, contou que a principal prioridade é dar novo ânimo à rede, após a conturbada saída do seu sucesso, Ron Johnson. Ullman restaurou os eventos de venda e as marcas private labels, como a St. John’s Bay, de roupas,  e JCP Home, que Johnson havia eliminado – movimentos que haviam provocado um êxodo maciço dos compradores e abrupta queda nas vendas. Segundo Farooq Kathwari, CEO da Ethan Allen, a varejista “vai migrar da liderança em móveis para a liderança em moda para casa”. Marigay McKee, President da Saks Fifth Avenue, que foi adquirida em novembro pelo conglomerado canadense Hudson’s Bay Co. por US$2.4 billion, disse que seu principal objetivo é “reenergizar” o varejista, “elevando padrões, serviços, imagem e posicionamento” da marca Saks via visual merchandising, displays em vitrines e seus serviços de compras pessoais, assim como “pensando globalmente, mas agindo localmente” – uma referência à expansão da marca em outros mercados. Já para Tony Spring, CEO da Bloomindale’s, quando se trata dos grandes planos para este ano, “omnichannel está no topo da lista”. Isso significa “alavancar o inventário em todos os canais [lojas, on-line, mobile] e alavancar os dados de modo que o produto certo esteja no mercado certo, e ter certeza que compreendemos as [idiossincráticas] diferenças por mercado”. Fonte: Forbes (via Portal Abemd)

Uso de dinheiro eletrônico avança celeremente no mundo

A Gartner publicou no final do ano passado a segunda versão de um relatório denominado The Future of Money Hype Cycle. O objetivo é acompanhar o crescimento das formas de dinheiro eletrônico, estimulado pelas iniciativas de pagamento mobile e pelo destaque dado pela mídia ao fenômeno do Bitcoin. Na introdução, os analistas apresentaram alguns dados que demonstram esse crescimento:

  • No âmbito do EU-15 (os 15 países que formaram inicialmente a União Europeia), o uso de dinheiro em espécie está decrescendo a taxa de 2-3% ao ano;
  • A Finlândia e a Suécia  já têm um alto grau de penetração do que se denomina “non-cash” (pessoas que não usam mais dinheiro em espécie). Na Suécia, dinheiro  representa atualmente apenas 3% da economia, uma eletronificação que contribuiu para reduzir o número de assaltos a bancos (110 em 2008, 16 em 2011);
  • O Canadá parou de imprimir novas moedas canadenses em janeiro de 2013;
  • Os pagamentos no varejo americano realizados em dinheiro caíram de 36% em 2002 para 29% em 2012.

* Fonte: Gartner (via Portal Abemd)

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