“Conviva Bike”, Helsinki Plant Tram e outras iniciativas importantes

20/09/2013

Bradesco Seguros lança aplicativo “Conviva Bike”

Projeto Helsinki Plant Tram levou finlandeses a criar jardim urbano em troca de gratuidade no transporte. Uma ideia para as cidades brasileiras? Leia abaixo

Pedalar tornou-se um dos hobbies com maior número de adeptos no Brasil. Pensando nesse público, o Grupo Bradesco Seguros lançou, nesta quarta-feira (18), o aplicativo Conviva Bike, ferramenta tecnológica voltada para os “bikers”, que disponibiliza diversas informações, como rotas, fotos, eventos e opções de compartilhamento. A ferramenta vai aproximar esse público ainda mais da marca.  O aplicativo está disponível para download gratuito em celulares Android (via Google Play), iOS (iPhone/iPad/iPod) e conta com a interatividade do Facebook Connect. Por meio dessa opção, o usuário tem acesso mais completo às funções do aplicativo, podendo, entre outras coisas, visualizar rotas criadas pelos seus amigos, criar eventos e, com auxílio de um sistema de localização, consultar estabelecimentos “bikefriendly” próximos a ele, entre outras funções. Portal Abemd

IBM anuncia suite de ferramentas voltados para customer intelligence e rede de marketing digital

Os lançamentos da suíte, desenvolvida pelo braço indiano do Customer Experience Lab da IBM, e da rede baseada na nuvem atestam o esforço da Big Blue para ajudar as empresas a melhorarem o engajamento do cliente e a obter uma percepção mais profunda desse cliente, atendendo à crescente demanda por personalização. Essas novas ferramentas são a IBM Edge Analytics que estrutura informações de clientes de referência cruzada, incluindo a localização e atividade de compra, o Vibes, software projetado para ajudar os CMOs com as suas necessidades de segmentação, e a Social Media Event Tracker Tool, que usa processamento de linguagem natural e mineração de texto para obter insights de conversas sociais. A IBM Digital Marketing Network está alojada na Cloud Suite da IBM e é parte da Smarter Commerce, iniciativa que tem mais de 100 parceiros, entre eles o Google, a empresa de inteligência de marketing online Evidon e a plataforma de CRM CrowdTwist. Segundo a IBM, a rede inclui painéis personalizáveis para permitir que as empresas rastreiem os dados em todos os canais e também permitirá aos membros utilizarem a IBM Digital Data Exchange, uma ferramenta que integra com soluções de terceiros e permite que as marcas mantenham os marcadores já existentes a fim de reduzir a necessidade de suporte de TI para campanhas de marketing digital. Fonte: DMNews Portal Abemd

Finlandeses trocam plantas por passe livre e constroem jardim urbano

O projeto Helsinki Plant Tram, realizado na capital da Finlândia, garantiu o passe livre no sistema de transporte público aos usuários que doassem mudas de plantas. Entregues na linha de bondes, principal meio de locomoção coletiva da cidade, as plantas deram origem a um jardim urbano itinerante com estrutura de materiais reciclados, erguida com a colaboração dos próprios habitantes. O engajamento dos finlandeses fez a gratuidade do transporte público valer por apenas três dias – tempo suficiente para angariar todas as plantas que compõem a área agrícola, cuja estrutura foi inspirada numa montanha russa e montada somente com materiais encontrados no lixo, como caixas e ripas de madeira. A obra, que durou pouco mais de cinco dias, foi projetada pelo escritório britânico Wayward Plants, que reúne designers e paisagistas especializados em sustentabilidade. Além de doarem as plantas para garantirem a passagem gratuita no sistema de transporte público, muitos habitantes de Helsinki também se engajaram na construção da área verde, instalada numa usina desativada de energia e gás em Suvilahti, região nordeste da capital finlandesa.  O local, que antes abrigava uma usina de energia não renovável, se transformou num ícone de agricultura urbana, área de convivência, pista de skate e patinação. Ciclo Vivo Veja vídeo aqui

A avalancha de notícias está nos emburrecendo?

Uma queixa quase rotineira entre quem lê jornais, revistas, ouve rádio, assiste TV ou navega pela internet é que a enorme quantidade de notícias recebidas diariamente complica cada vez mais a compreensão do que realmente está acontecendo no mundo em que vivemos. Uns responsabilizam as novas tecnologias, enquanto outros acusam a imprensa. O fato concreto é que estamos nos afogando num mar de notícias, em meio a uma sensação de emburrecimento raramente assumida de forma pública.

Este fenômeno não ocorre porque não somos tão inteligentes ou bem informados como pretendemos, mas porque está acontecendo uma mudança em toda a estrutura que tradicionalmente nos amparava na hora de decidir quais os fatos, dados ou eventos – transformados em notícias pela imprensa –, são relevantes para nós. A relevância aqui é a capacidade que esses mesmos dados, fatos ou eventos têm de alterar o meio em que vivemos.

A imprensa transformou a distribuição de notícias num negócio que, para ser lucrativo, criou a necessidade de manter o público sempre atraído pela possibilidade de fatos, dados e eventos relevantes alterarem o seu entorno social, econômico, político e cultural. Só que quando o leitor é atraído para uma notícia, esta dispara um processo de três etapas em que a primeira é a curiosidade de saber o que está acontecendo ou pode acontecer; a segunda é o entendimento das causas, consequências, prejudicados e beneficiados pela notícia, e a terceira etapa é a ação, ou seja, decisões sobre o que fazer.

A imprensa é ótima para acionar a primeira etapa, função que atualmente atingiu proporções inéditas na história da humanidade graças à avalancha informativa gerada pela digitalização e pela internet. Essa fase está deixando de ser tão lucrativa quanto antes, mas ainda determina basicamente o nosso comportamento diante da notícia.

A segunda fase somente agora começa a ganhar alguma importância nas redações jornalísticas, mas ainda de forma precária, porque a imprensa tem muita dificuldade para lidar com a contextualização, uma tarefa bem mais complexa do que chamar a atenção. Os limites entre interpretação e opinião são mais difusos do que a missão de determinar o que é e o que não é notícia. E a terceira fase, a tomada decisões, ainda é um tabu na imprensa porque contraria a regra da isenção, incluída em todos os manuais de redação.

Só que o leitor está numa situação diferente. Para ele, se algo chama a atenção porque altera, ou pode alterar, o ambiente onde vive, então ele precisa fazer alguma coisa. Essa tendência à ação passa primeiro pela busca de elementos contextuais, uma tarefa que está cada dia mais difícil por conta da avalancha informativa. Depois vem a tomada de decisões, ou seja, a fase final em que o leitor forma uma opinião que será tão sólida quanto a reflexão e o debate que a antecederam.

A imprensa cumpre o papel de chamar a atenção, mas o leitor sente-se órfão e desorientado em relação às duas outras etapas desse mesmo processo que é inerente à nossa convivência com a notícia – depois com a informação (notícia contextualizada) e finalmente com o conhecimento (informação transformada em capacidade de ação). Daí o surgimento de críticas cada vez mais agudas ao papel da imprensa no mundo digital.

Cientes de que não adianta ignorar a tecnologia e nem fazer de conta que a avalancha noticiosa não existe, muitos pesquisadores da comunicação e do jornalismo estão redescobrindo uma velha função que ganhou uma nova relevância nos tempos modernos. Trata-se da curadoria, usada antes para selecionar obras de arte para museus e exposições, e que hoje passa a ser usada para filtrar notícias para contextos informativos específicos como indivíduos ou grupos de indivíduos. Essa filtragem reduz os efeitos desorientadores da avalancha informativa e seleciona os fatos já em função de públicos mais restritos.

A curadoria surge como um complemento e não como um substituto da imprensa num momento em que o jornalismo ainda busca adaptar-se ao novo contexto digital no manejo da informação. A curadoria complementa o jornalismo porque pode ajudar o leitor a identificar de forma mais detalhada como uma notícia pode alterar o ambiente em que vive, já que a imprensa como negócio depende da produção de notícias em massa e, consequentemente, sem poder entrar nos detalhes locais, comunitários e individuais.

Como a curadoria não é regida pelas mesmas normas do jornalismo, ela não tem também as mesmas limitações no que se refere à tomada de decisões, embora, eticamente, nenhum curador de notícias possa substituir o indivíduo ou grupos de indivíduos na hora de resolver o que fazer.

Reproduzido de Observatório da Imprensa

 

 

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