Todo mundo será empresa de mídia. Fidelidade no celular. E mais

08/10/2012

No futuro, todas as empresas serão empresas de mídia?

Cerca de 30 anos atrás, eu fui convidado para trabalhar na criação de uma agência de marketing direto, disciplina de comunicação totalmente nova para mim. Mais recentemente, em 2007, recebi um convite semelhante: dirigir a criação de uma agência de advertainment, disciplina com a qual também não tinha a menor intimidade. No primeiro caso, me envolvi profundamente com os conceitos de comunicação segmentada, resposta direta, gerenciamento do consumidor, etc. Já no segundo, me senti profundamente desconfortável na função. O problema é que comprei inteiramente os conceitos no primeiro caso e fiquei bem de pé atrás no segundo.

Advertainment é um termo que foi inventado em 1999 pela professora italiana Patrizia Musso para congregar e dar um arcabouço metodológico a atividades praticadas até então de uma forma meramente empírica, como publieditoriais, merchandising e product placement. Na prática, seria uma saída inteligente para o fato de a publicidade buscar atrair a atenção dos consumidores através da interrupção. O problema, portanto, seria o fato dos intervalos comerciais interromperem os programas, os anúncios nas revistas interromperem os artigos, os spots de rádio interromperem as seleções musicais, e assim por diante. E a solução seria a introdução das mensagens comerciais no conteúdo da programação ou transformação do espaço publicitário em conteúdo informativo e relevante, gerando sinergia entre a emoção e a informação, integração das marcas e produtos no ambiente editorial dos veículos de comunicação.

Meu desconforto ocorria, em primeiro lugar, porque eu sempre me sentira confortável com a tal interrupção. Em minha visão, a forma como a mensagem comercial era inserida no contexto da programa, com plim-plim ou similar separando-a do conteúdo de entretenimento ou noticioso e a assinatura da empresa deixando bem claro que era publicidade e que era paga impregnava o modelo de uma ética negocial básica e fundamental. Em segundo lugar, eu nunca obtive dados concretos que comprovassem que o advertainment é mais eficiente do que as disciplinas tradicionais. Leia o artigo completo em A Zona de Desconforto.

Programas de fidelidade precisam ir para o celular

Chame do que quiser. Smartphone. Canivete suíço digital. O dispositivo que nos trouxe Siri. O fato é que os dispositivos móveis atuais, incluindo tablets, estão rapidamente se tornando onipresentes. 26% dos executivos admitem dormir com seus celulares – e isso diz muito. À medida em que tablets e smartphones nunca ficam a mais do que a um braço de distância, os projetistas de programas de fidelidade precisam tomar a terceira tela a sério e fazer da integração móvel uma prioridade de primeira ordem. As taxas de adoção de smartphones em pelo menos 13 países, incluindo os EUA, oscilam agora em torno de 50% (no Brasil, 14% da população já tem um). Não é de estranhar, portanto, que o termo Solomo – social, local, móvel – tenha se tornado parte do léxico de marketing. Pesquisas recentes mostram que os participantes de programas de fidelidade estão ansiosos para levá-los para o ecossistema móvel. Ou, dito de outra forma, os consumidores querem um one-stop-shop de fidelidade em um ambiente sempre acessível. Na verdade, mais de um quarto dos participantes prefere  acessar um programa de fidelidade via celular e quase a metade – 47%, de acordo com pesquisa realizada pela Banyan Branch e VIPdesk – dos fornecedores de recompensas para programas tem ou está planejando desenvolver um aplicativo móvel de fidelização. (Esta é a resenha de um artigo escrito por Michael Hemsey, da Kobie Marketing, e publicado no site Mobile Marketer. Voltarei a ele pois há dados de outras pesquisas.)

Por falar nisso…

E-Deploy lança cartão de fidelidade no celular

A desenvolvedora de soluções mobile e-Deploy fez uma parceria com a ABF e transferiu para o celular o tradicional cartão de fidelidade. Para ter acesso, basta que o consumidor participante baixe o aplicativo. As franquias Yazigi, Localiza e 5aSec aderiram há um ano; e agora a Emagrecentro e a Cachaçaria Água Doce lançam seus aplicativos. Quem baixa o aplicativo da Cachaçaria Água Doce, por exemplo, passa a registrar cada visita direto no celular. Antes, uma cartela de papel era carimbada a cada visita, e ao final, o consumidor ganhava um consumo gratuito (isso, se ele não esquecesse a cartela ou a perdesse). Agora, os “carimbos virtuais” são registrados diretamente no celular, que, esse sim, está sempre no bolso. Leia mais no site do Núcleo de Estudos do Varejo da ESPM.

E-commerce pode faturar R$ 855 milhões no Dia das Crianças

O comércio eletrônico brasileiro deve bombar no período que antecede o Dia das Crianças e faturar R$ 855 milhões, segundo as previsões do e-bit, empresa que monitora a movimentação do comércio eletrônico brasileiro. Esse número deverá ser 20% maior comparado ao mesmo período do ano passado, quando o movimento atingiu R$ 713 milhões. Leia mais notícias do mercado de marketing direto no portal da Abemd.

Uma resposta to “Todo mundo será empresa de mídia. Fidelidade no celular. E mais”

  1. […] Lembra do post que coloquei aqui alguns dias atrás, sobre a tendência de todas as empresas virarem… Com a IBM isso já é uma realidade. Com uma força de trabalho da ordem de 433 mil profissionais, a empresa percebeu há tempos o potencial para criar e distribuir conteúdo. E vem testando esse caminho desde 2005, principalmente através de blogs, mas ultimamente também utilizando as redes sociais. O mais importante é que a empresa estabeleceu um objetivo claro: estimular o diálogo entre seus funcionários e os usuários dos seus produtos e serviços. A viralidade, ao contrário do que a maioria das empresas e profissionais buscam hoje, é totalmente secundário. Saiba mais neste artigo publicado no Mashable. (Está em inglês, mas se alguém quiser a tradução posso fornecer. É só enviar comentário com email.) […]

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