Mídias Sociais: surpresas de 2011 e planos para 2012 (1a. de uma série)

18/03/2012

26 entre os maiores especialistas de marketing mundiais responderam a 6 questões formuladas pelo site Who’s blogging what e pela Hubspot, empresa que desenvolve sistemas de gerenciamento web, email marketing, analytics, etc. Com essas respostas, elas criaram o ebook 54 pearls of marketing wisdom que pretendo compartilhar com vocês. Por um lado, apresentando a tradução de algumas das respostas e, por outro, disponibilizando, para quem quiser o ebook (em inglês)).

As perguntas foram:

  1. O que surpreendeu você no campo das mídias sociais em 2011 e como isso afetou seu planejamento para 2012?
  2. Como fazer o melhor planejamento de longo prazo em móbile?
  3. As mídias sociais afetaram a natureza do conteúdo online?
  4. Como fazer a melhor alocação de recursos entre as maiores redes de mídias sociais?
  5. Se você voltasse a 2006, o que mudaria no desenvolvimento das mídias sociais?
  6. Quais os seus conselhos para os profissionais que trabalham com mídias sociais em relação a 2012?

E vamos às respostas da primeira pergunta (interessante observar as visões conflitantes em relação ao Google+:

A privacidade na maré baixa, por Seth Godin

“Eu acho que o movimento incansável de recuo da privacidade como se percebe está ocorrendo mais rápido do que a maioria das pessoas pensava que ocorreria. Isso está levando a pequenos bolsões de pessoas frustradas e que se sentem em armadilhas e que estão com medo do que se conhece sobre elas. E também a uma porção maior da população que está redefinindo o que eles pensam como normal. NÓS NÃO TEMOS PRIVACIDADE HÁ DÉCADAS, MAS A TEIA SOCIAL ESTÁ TORNANDO ISSO REALMENTE CLARO.”

7 surpresas, por Jeff Bullas

“Em julho, google+ foi lançada, uma nova rede social que aparentemente ninguém queria. Atingiu 25 milhões de usuários em menos de 30 dias. Facebook fez o “roll out” de um formato visual para sua interface que é mais forte e que tem um recurso muito mais envolvente: o “timeline”. O crescimento da plataforma de microblogging Tumblr (de 10 milhões para 90 milhões de usuários em 12 meses). A explosão dos apps sociais no Facebook. A popularidade dos infográficos. O renascimento do Stumbleupon. O surgimento do painel visual online, o Pinterest.”

Google+, por Linda Bustos

“Eu tenho que dizer, Google+. Observei que os retweets dos artigos do meu blog diminuíram desde seu lançamento, o que é compreensível especialmente porque o Google Reader removeu outras opções de compartilhamento em favor do botão +. Isso colocar alguns desafios: podemos comparar os scores de engajamento do Twitter hoje com os do ano passado? Como reconciliar isso em meu ‘social analytics’? DEVO INVESTIR TANTO TEMPO NESSA NOVA REDE QUANTO NO TWITTER? É A MESMA AUDIÊNCIA? DOBRAR MEUS TWEETS/COMPARTILHAMENTOS VAI AFETAR NEGATIVAMENTE MEUS ESFORÇOS NAS REDES SOCIAIS? Estou também surpresa que haja espaço para outra rede social. Ela e os novos sites, como o Pinterest, mostram que ainda há espaço para novas redes sociais, desde que ofereçam algo que o Twitter e o Facebook não tenham.”

O valor da instantaneidade, por Kyle Lacy

“Eu não diria que estou surpreso com o avanço de ferramentas como Tumblr, Instagram e Facebook. ESTAMOS NOS MOVENDO PARA UM MUNDO NO QUAL A CAPTURA INSTANTÂNEA DE UMA MEMÓRIA É MAIS IMPORTANTE DO QUE ARRANJAR TEMPO PARA ESCREVER UM ‘POST’. Depende de nós, profissionais de marketing, desenvolver sistemas que capacitem inteiramente um consumidor a falar com nossa marca. Estou olhando para 2012 como o ano da integração e dos hubs de marketing interativo que utilizarão e entregarão tudo via social.”

Mobile, por Sarah Worsham

“A RAPIDEZ DA ADOÇÃO DO SMARTPHONE, e como as pessoas estão usando-os (por exemplo, para checar preços em uma lojas, conectarem-se com seus amigos todo o tempo, etc.”

Ligação com o analytics, por Ian Lurie

“ O que mais me surpreende ainda é o fracasso geral em conectar as mídias sociais com o valor de contribuição indireto para as empresas. Eu não consigo entender por que as pessoas acham tão difícil equalizar as conversações dos consumidores online com as offline. INVESTIMENTO MUITO TEMPO E ESFORÇOS (E DINHEIRO!) EM MELHORAR O ANALYTICS DAS MÍDIAS SOCIAIS PARA FECHAR ESSE VAZIO.”

Novas redes, por Sharlyn Lauby

“O que mais me surpreendeu nas mídias sociais em 2011 foi o crescimento sólido de tantas redes sociais além do Facebook e do Twitter, tais como Instagram, Foursquare, Pinterest e, mais impressionantemente, Google+. Depois do que parecia incontáveis tentativas fracassadas anteriores do Google (buzz, wave, orkut, etc.), o Google+ já é um sucesso capaz de forçar os profissionais a alavancá-la, nem que seja apenas por suas implicações na área de busca. NOSSO PLANEJAMENTO PARA 2012, PORTANTO, INCLUIRÁ UM PLANO PARA TODOS OS CLIENTES EM FACEBOOK, TWITTER & GOOGLE+, ASSIM COMO EM OUTRAS REDES SOCIAIS EMERGENTES SEMPRE QUE NECESSÁRIO.”

Sites de nicho & Verticais, por Priit Kallas

“O fracaso do lançamento do Google+. Isso confirma minha crença de que só pode haver uma rede social com propósitos gerais e pequenas atividades em sites de nicho como Twitter e LinkedIn. POR ISSO, AO PLANEJAR, CONCENTRE-SE EM FACEBOOK, TWITTER, LINKEDIN E VERTICAIS.”

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