Branding minimalista: até onde ir?

19/01/2012

Ontem, eu recebi um estudo de marca para analisar. A observação principal que eu fiz foi bem direta: menos. Menos elementos para que a marca ganhe a oportunidade de se destacar. Parece contraditório, mas não é. Calcula-se que somos submetidos a uma média de 5.800 mensagens publicitárias por dia (dependendo de onde você estiver, parece que este é o número de mensagens que atingem nossos ouvidos e nossos olhos – por hora!). Poucas, muito poucas, no entanto, deixam impressões duradouras. Essas mensagens, pode observar, têm geralmente poucos mas expressivos elementos. 

Aí, hoje, recebi uma mensagem de um grupo do LinkedIn de que faço parte e que levava a um post do blog Midiaria de uma designer chamada Ana Claudia Martins e que é extremamente interessante. “Simplicidade é a solução”, diz ela no meio do post. E eu concordo inteiramente. O problema é onde vira o fio.

Aí cabe a análise de um outro post, de um outro blog, o Comunicadores, que foi publicado em um outro grupo, desta vez do Facebook. “A nova identidade visual minimalista da HP” era o título. E as imagens eram, para dizer o mínimo, provocativas.

De acordo com elas, o logo da HP passaria composta apenas por quatro linhas paralelas que lembrariam o “h” e o “p” (embora, na verdade, lembrem o que você quiser que lembrem, afinal são apenas quatro linhas paralelas). Isso agora em 2011, porque em 2021 teria “evoluído” para se tornar apenas uma linha paralela. O detalhe genial, ou maluco, depende do seu ponto de vista, é que as linhas formam um ângulo de 13º (as laterais retas do h e do p atuais aparentemente já têm esse ângulo) e isso seria “the defining signature do system”, pois representariam “o espírito da HP como uma empresa, levado adiante pela engenhosidade  e pelo otimismo no futuro e pela crença no progresso humano”. Confira ao lado.

 

 

 

Como não podia deixar de ser, as reações foram extremas, do “maravilhoso”, “a melhor coisa que vi até hoje”, ao “odiei”, “a HP está louca”, e por aí seguindo. Pena, no entanto, que tanta energia tenha sido utilizada porque não se leu com atenção o que a Moving Brands, empresa de branding da HP escreveu: tratava-se de um estudo para expressar a distinção entre Identidade e Sistema de Design e foi desenvolvido como uma “visão criativa”. A HP nunca pretendeu aplicar a “nova marca” no mundo real. Anyway, fica o caso para comentários de vocês.

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